Frutas e legumes congelados? Sim! São uma boa opção.

Já ouviu dizer que alimentos congelados não têm tantos nutrientes quantos os frescos? Pois essa afirmação pode estar errada. De acordo com pesquisas realizadas pela organização Leatherhead Food Research e pela Universidade de Chester, ambas da Inglaterra, dois em cada três frutas e legumes congelados apresentam mais vitaminas e antioxidantes que frescos mantidos há três dias na geladeira. Os dados são do jornal Daily Mail.

As equipes realizaram 40 testes para medir os níveis de nutrientes. Constatou-se que a ingestão de produtos frescos é mais saudável, mas nem sempre os itens vendidos como frescos são realmente novos e, com o tempo, acabam perdendo os benefícios. “Nós temos que desconsiderar a opinião equivocada de que comida fresca é sempre melhor para nós do que a comida congelada. Os resultados demonstram que o congelado pode ser nutricionalmente comparável ao produto ‘fresco’”, disse Rachel Burch.

Os levantamentos descobriram que brócolis congelados tinham níveis mais elevados de vitamina C, luteína e quatro vezes mais betacaroteno. O fresco, por sua vez, pontuou melhor em polifenóis, que ajudam a prevenir o câncer. Cenouras congeladas tinham três vezes o valor de luteína e o dobro de betacaroteno, além de apresentarem mais vitamina C e polifenóis. Brotos congelados pontuaram mais alto em todas as medições de nutrientes, no entanto o espinafre fresco se saiu melhor que o congelado.

Vitamina C e polifenóis eram mais abundantes em mirtilo e feijão verde congelado. O mirtilo congelado também contava com mais antocianinas e polifenois. Os números de framboesas e ervilhas ficaram parecidos nas versões frescas e congeladas. “Diferente dos congelados, a concentração de antioxidantes nos produtos frescos exibiu uma queda durante a refrigeração a níveis abaixo aos observados nos correspondentes congelados. O efeito é mais perceptível em frutas macias”, afirmou Graham Bonwick.

Os estudos foram financiados pela Associação Britânica de Comida Congelada. “Métodos rápidos e altamente organizados de colheita e congelamento evoluíram com o propósito de minimizar perdas de nutrientes. Em contraste, foi mostrado que a comida fresca pode passar até um mês na cadeia de produtores, atacadistas e varejistas antes que os consumidores tenham acesso. Durante esse tempo, sabemos que a deterioração do produto ocorre, na medida em que eles podem ter valor nutricional inferior ao seu equivalente congelado”, afirmou o diretor-geral da associação, Brian Young.

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