Malhação na terceira idade revigora auto-estima e restaura forças.

A realização de atividade física promove a manutenção da densidade óssea e fortalecimento muscular, diminuindo risco de quedas.

Quem disse que malhação é coisa de jovem? A turma da terceira idade, que mais gosta de ser chamada de “melhor idade”, mudou. Nada de crochê na varanda ou chá da tarde, pois agora o que interessa é a qualidade de vida. E é praticando atividades físicas que os “jovens da meia idade” encontraram a melhor arma para combater o sedentarismo, a monotonia e até mesmo a depressão.

Malhar faz bem ao corpo e à mente como explica a fisioterapeuta Pauline Rego. “A prática de atividade física regularmente traz muitos benefícios aos indivíduos, principalmente aos idosos, atuando no controle de doenças como osteoporose, hipertensão e diabetes, além de proporcionar um bem-estar e diminuição da depressão, que é muito comum nessa idade”.

Segundo o personal trainer e especialista em treinamento para a terceira idade, Paulo Bulcão alguns alunos idosos que chegam à academia, qual ele coordena, se interessam pelas atividades por conta de recomendação médica. Como faz com os outros alunos, Paulo também solicita do idoso um laudo médico informando perfeita condição para fazer esforço físico.

“Existe também a procura de idosos que já praticam atividade física há algum tempo e querem dar continuidade. Uns apresentam alguma patologia como artrose, hipertensão e cardiopatia. Outros apenas um desgaste físico por conta da idade”, completa.

Estética – Paulo Bulcão afirma que é muito raro pessoas da terceira idade praticarem atividade física por estética. Segundo ele, a maioria chega à academia com o intuito de obter melhoria nos rendimentos diários em atividades simples como se locomover, ir ao banco e ir ao shopping sem se desgastar tanto.

“Quem faz a musculação logo percebe o aumento da força que não tinha antes. A musculação é um trabalho de resistência e força. As roupas apertadas começam a entrar com mais facilidade, pois há a perda de gordura corporal”, diz Paulo. Já as pessoas mais jovens querem resultados em pouco tempo. Os mais idosos não são apressados. “Entre a estética e a saúde certamente haverá uma inversão nessa idade. Se a atividade física proporcionar uma melhoria estética, para elas é vantagem”, acrescenta.

Pauline Rêgo lembra que a realização de atividade física promove a manutenção da densidade óssea e fortalecimento muscular diminuindo o risco de quedas, melhorando o equilíbrio e proporcionando uma independência do idoso na realização de suas atividades de vida diária.

Restrições – Não há contra-indicações, mas, como toda atividade, é preciso ter cautela e não exagerar nos exercícios, principalmente se o idoso apresentar alguma patologia. “Deve-se respeitar sempre o limite funcional e o limiar de dor do paciente. cada caso deve ser analisado isoladamente”, explica a fisioterapeuta Pauline.

Paulo Bulcão concorda e ressalta que por questões de segurança não indica exercícios que essas pessoas não consigam fazer. “Quem sofre de artrose e hérnia de disco, por exemplo, não poderá fazer atividades de grande impacto”.

Para quem não apresenta essas doenças o tratamento é o mesmo, pois todo começo deve ser lento, até que o corpo do aluno comece a dar resultados. “O idoso não é frágil. Depois que ele se adapta ao ritmo, as cargas são elevadas. Mas não dá para comparar com indivíduos jovens”.

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